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Segredos do Vinho > As variedades de Uvas

As Variedades de Uvas

Principais Cepas tintas

Cabernet Sauvignon: Grande e Ousada.

São feitos mais vinhos de qualidade com Cabernet Sauvignon do que com qualquer outra cepa tinta. Original da margem esquerda de Bordeaux, ali alcança sua expressão máxima em vinhos bem estruturados, elegantes e de bom envelhecimento. Nos tintos clássicos, é combinada com Merlot e Carbernet Franc. Foi bem sucedida no Vale do Napa, na Califórnia, onde produz vinhos acessíveis que explodem em frutas maduras. É bastante cultivada, além da França e Estados Unidos, em outros países como África do Sul, Austrália e Chile.

A uva Cabernet Suvignon dá origem a vinhos bem estruturados e de tons profundos, com sabores de cassis, menta e pimenta-verde. Amadurecidos em carvalho, sugem como baunilha e cedro.



Carmenère: de extinta à grande estrela da viticultura chilena.

A uva carmenère tem uma história bonita e interessante. De origem francesa, mais especificamente da região de Bordeaux, no início do século XX foi disimada do mapa da Europa pela praga Filoxera que atacou os vinhedos europeus no final do século XIX. Leia mais...



Pinot Noir: Suave e sedosa.

A Pinot Noir gera alguns dos melhores vinhos do mundo - tintos medianamente encorpados de aromas perfumados que evoluem com a idade. É uma cepa instável que exige clima frio, poucos frutos e muito cuidado no vinhedo. Seu lar é a Borgonha, mas também é bem sucedida no Oregon, Estados Unidos, e na Nova Zelândia. Os vinhos do novo mundo são mais confiáveis do que seus equivalentes franceses, ainda que raramente atigem o mesmo patamar. A Pinot Noir também é usada no champanhe e em outros espumantes. Também é bastante cultivada na Austrália, Alemanha e Itália.

A Pinot Noir dá origem a vinhos com sabores de frutas tropicais quando jovem. O envelhecimento em carvalho dá dimensão abaunilhada cremosa. com a idade se desenvolvem os aromas de caça e trufas.



Syrah/Shiraz: Potente e Condimentada.

Na França esta cepa é conhecida por Syrah e produz vinhos tintos com estrutura, perfumados e de bom envelhecimento na região do Rhône. É também cada vez mais cultivada no sul da França, onde em geral é encontrada em mesclas. Mais conhecida por Shiraz no novo mundo, é responsável por alguns dos vinhos mais profundos e desejados da Austrália, particularmente dos vales de Barossa, Hunter e McLaren. Ali o clima quente gera um vinho mais maduro e intenso que causa ótima impressão. A Shiraz também é combinada com Cabernet Sauvignon em vinhos autralianos mais cotidianos. Fora da França e da Austrália, vemos tanto "Syrah" quanto "Shiraz" nos rótulos - a grafia escolhida dá uma idéia do estilo.

Portanto, a Syrah francesa, que tem coloração profunda e encorpada, tem notas de frutas negras, pimenta e borracha queimada. A australiana produz um vinho mais maduro e intenso.



Merlot: Suave e suculenta.

A Merlot é proveniente de Bordeaux, onde é mesclada com Cabernet Sauvignon e Franc. É nos vinhos de Pomerol e St-émilion, na margem direita de Bordeaux, qua a Merlot dá espetáculo. Cepa dominante nas mesclas, produz tintos sedosos e com nuanças de ameixa que duram décadas. Em outras partes do mundo, a Merlot é popular como varietal. Taninos suaves e sabores carnosos são característicos da Merlot californiana, ainda que alguns dos melhores exemplares também saibam envelhecer. O Chile adotou essa cepa, produzindo vinhos leves e fáceis de tomar.

Os vinhos originados da Merlot são suaves e além de sabor de ameixa podem lembrar frutas negras e, os de Bordeaux, possuem caráter terroso. Envelhecido em carvalho, pode ter notas cremosas e abaunilhadas.



Principais Cepas Brancas

Chardonnay: Cheia e saborosa

Cultivada em muitos países, a Chardonnay é a cepa branca mais popular do mundo e considerada a melhor em termos da qualidade do vinho produzido. É a principal uva branca da Borgonha e tem um papel fundamental no champanhe. Ela tende a produzir um vinho branco bem encorpado e seco, mas seu sabor varia drasticamente do adstringente e metálico ao intenso e tropical dependendo de onde é cultivada e das técnicas de vinicultura empregadas. As de sabor mais intenso vêm da Califórnia, do Chile e da Austrália.

Em climas frios surgem sabores de frutas verdes, passando a frutas tropicais em regiões mais quentes. Muitas vezes usa-se carvalho.



Riesling: Rica e Azeda

Muitos consideram a Riesling a melhor cepa branca do mundo. Ela tipicamente produz um vinho leve e perfumado de acidez vivaz, brilhante e aromático, com níveis alcoólicos relativamente baixos. Ela abrange uma ampla gama de estilos, do seco duro e mineral ao doce sensual e extremamente frutado, e raramente é envelhecida em carvalho. A Alemanha cultiva mais Riesling do que qualquer outro país e é responsável por muitos dos exemplares mais surpreendentes. Essa cepa também é essencial na Alsácia e vem ganhando terreno na Austrália, na Nova Zelândia e nos Estados Unidos.

O Riesling jovem tem sabor de lima, damasco e maçã. Com a idade podem-se desenvolver aromas de querosene e condimentos. Os adocicados exalam tons de mel e marmelada.



Sauvignon Blanc: Aromática e Viva

Cepa seca, viva, intensamente aromática e com marcada acidez, a Sauvignon Blanc viveu recentemente um surto de popularidade. O vale do Loire é seu lar, produzindo vinhos brancos medianamente estruturados e incrivelmente cítricos. Muito cultivada em Bordeaux, é cada vez mais empregada como varietal, sendo também mesclada com Sémillon nos vinhos brancos secos e doces da região. Marlborough, na Nova Zelândia, produz as expressões mais potentes e aromáticas da Sauvignon Blanc, com sabor vibrante de frutas exóticas. É as vezes envelhecido em barris de carvalho em Bordeaux e na Califórnia (quando tende a ser chamada de Fumé Blanc).

As frutas cítricas, como a maçã verde, são os sabores típicos da Sauvignon Blanc, junto com pimenta verde e urina de gato. Na Nova Zelândia são tradicionais os sabores de frutas tropicais. O carvalho tende a apagar esses aromas distintivos.



Sémillon: Versátil e variada

A Sémillon não é das cepas mais conhecidas, mas não deve ser subestimada. É a principal uva empregada nos lendários vinhos doces de Sauternes, em Bordeaux, onde seus sabores complexos, concentrados e sensualmente adocicados se combinam à elegância ácida da Sauvignon Blanc. Com essa mesma cepa, a Sémillon muitas vezes é fermentada em carvalho nos brancos secos cada vez mais populares de Bordeaux. Ela também faz vinhos admiráveis no Vale do Hunter, na Austrália. Produzidos sem o uso de carvalho, são vinhos leves e cítricos quando jovens, mas desenvolvem deliciosos aromas tostados com a idade.

Há Sémillon em vinhos de diversos estilos, mas os sabores mais comuns incluem cera, mel, geléia de laranja e torrada queimada.

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